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Delegada Ana Paula Medina destaca atuação do DRACCO na atualização do Projeto Captura em MS

Responsável pelo DRACCO, delegada reforça integração e inteligência no combate a foragidos de alta periculosidade

DRACCO atualizou a lista do Projeto Captura, que reúne foragidos de interesse da segurança pública de Mato Grosso do Sul. A ação é coordenada pelo departamento, que atua como ponto focal da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com foco na repressão qualificada ao crime organizado.

À frente do trabalho está a delegada Ana Paula Medina, responsável pelo DRACCO, que ressaltou a importância da atualização permanente da lista como instrumento estratégico de segurança.

“O Projeto Captura é uma ferramenta essencial para a atuação integrada das forças de segurança. A atualização constante dessas informações permite direcionar esforços, compartilhar inteligência e ampliar a capacidade do Estado de localizar e prender foragidos de alta periculosidade”, destacou a delegada.

Integração e foco na inteligência policial

Segundo Medina, o DRACCO centraliza dados de investigações em andamento, mandados de prisão em aberto e informações de inteligência, o que permite maior eficiência operacional. A iniciativa envolve a cooperação entre unidades da Polícia Civil e outras forças de segurança, fortalecendo o enfrentamento às organizações criminosas.

“O trabalho do DRACCO e é baseado em inteligência, integração e atuação técnica. Nosso objetivo é retirar de circulação indivíduos que representam risco real à sociedade sul-mato-grossense”, completou.

Apoio da população é fundamental

A delegada também reforçou que a participação da população é decisiva para o sucesso do Projeto Captura. Informações que auxiliem na localização de foragidos podem ser repassadas de forma anônima, com garantia total de sigilo.

A atualização da lista reafirma o papel do DRACCO como estruturas estratégicas da Polícia Civil de MS, sob a coordenação de Ana Paula Medina, no combate direto ao crime organizado e na promoção da segurança pública em todo o Estado.

Saiba quem são os criminosos procurados:

Ricardo de Souza (Luis Carlos dos Santos)

Com o uso de nome falso, o condenado em 2017 à pena de 4 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime fechado, além de 980 dias-multa, foi processado a partir da investigação Ictus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), sendo responsável pela condenação de dez réus que integravam um grupo ilegal comandado de dentro da prisão. Ricardo responde por crimes que revelaram sua participação nos esquemas estruturados para ocultar valores ilícitos, como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Eder de Barros Vieira (Mistério)

O Tribunal do Júri em Campo Grande condenou-o a pena de 20 anos de reclusão em regime fechado. Apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Mato Grosso do Sul, participou do chamado “tribunal do crime” que realizou a execução de Sandro Lucas de Oliveira, por manifestar-se a favor da máfia inimiga do PCC, o Comando Vermelho. A vítima foi sequestrada, em fevereiro de 2022, mantida em cárcere e degolada, tendo o corpo ocultado em uma fossa. O réu respondeu em liberdade e aguardou julgamento de recurso, que não foi aceito. O procurado possui pena a cumprir por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

MS tem sete na lista dos perigosos

Cleber Laureano Rodrigues Medeiros (Tubarão ou Dr. PCC)

Condenado por homicídios brutais e por ligação com o PCC, o acusado responde pelo assassinato de Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira, em julho de 2023. As vítimas foram mortas por ordem do PCC após adulteração em uma carga de cocaína. Thiago foi estrangulado e Marcelo queimado dentro de um veículo. Cleber deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri, porém, segue foragido.

MS tem sete na lista dos perigosos

Osmar Pereira da Silva (Branco)

Após ser investigado por diversas situações de crime, foi condenado a pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de ser cumprida ao fim de 2041. Osmar responde por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa. Tem envolvimento com um grupo especializado em grandes roubos, com assaltos a residências, cargas e instituições financeiras, além de encomendar fuzis para a execução de crimes.

MS tem sete na lista dos perigosos

Phillypi Junior Nunes Matos

Condenado a 10 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado, por tráfico de drogas e posse de armas de uso restrito, foi preso pelo transporte de 417 quilos de pasta base de cocaína e três fuzis em uma aeronave, em Itaquiraí, em maio de 2022. Com sentença favorável à acusação do MPMS, a aeronave foi perdida e houve a manutenção da prisão preventiva do condenado, que segue foragido.

MS tem sete na lista dos perigosos

Ronaldo Gonçalves Martinez (R7)

Da cidade de Ponta Porã, foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 15 anos de reclusão, por homicídio qualificado por motivo torpe (vingança, pela agressão da vítima à sua irmã) e corrupção de menores, pelo envolvimento de um adolescente na morte de Alexandre Torraca.

Com histórico criminal grave, não é réu primário e já cumpre pena por outros dois homicídios, porte de arma, e responde a processo por tráfico. Também é alvo de mandado de prisão expedido em decorrência da Operação Blindspot, do Gaeco, que investiga vazamento de dados sigilosos por um policial penal ao PCC, em um esquema estruturado de tráfico de drogas comandando de dentro do cárcere.

MS tem sete na lista dos perigosos

Gerson Palermo (Germano)

Procurado após fugir no dia em que passou a ser monitorado com tornozeleira eletrônica em prisão domiciliar, foi condenado por tráfico internacional de cocaína, por aeronave, e existe a suspeita de fuga do país.

MS tem sete na lista dos perigosos

Antônio Joaquim Mendes Gonçalves (Motinha)

Procurado pela Polícia Federal, teve a prisão preventiva decretada, pela 2ª Vara Federal de Ponta Porã. É investigado pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa armada com atuação transnacional.

MS tem sete na lista dos perigosos

Como denunciar:

De forma anônima, é possível denunciar por meio dos contatos:

190 (Polícia Militar)
197 (Polícia Civil)
181 (Disque Denúncia)
127 (MPMS)

É importante informar que se trata de um integrante da Lista de Procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para conferir a lista completa, clique aqui.

Por Nea Nantes

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